ENCONTROS AUDIOVISUAIS

ReuniãoIECINE

Terça-feira, dia 13 de maio de 2014.

Local: sala C2 da Casa de Cultura Mario Quintana em Porto Alegre – RS.

Lá estavam reunidos, novamente, os seres estranhos do planeta audiovisual para a apresentação do novo diretor do Instituto Estadual de Cinema do Rio Grande do Sul, o IECINE-RS. O novo diretor, Juan Zapata, cineasta colombiano radicado no Brasil a mais de 10 anos, assumiu o cargo deixado por Luiz Alberto Cassol com uma missão árdua em suas costas: continuar a política de reestabelecimento do IECINE como instituição e propor novos rumos para o Instituto.

A Colateral Filmes estava lá e viu um diretor, aparentemente, à vontade com o novos desafios eminentes ao cargo. Ele falou um pouco de sua história e de como ela se entrelaçou com o Brasil, mais especificamente com o Rio Grande do Sul, que combinou com o convite para assumir a instituição. Fiel defensor da gestão anterior, Juan defendeu que para fortalecer o cinema produzido no sul do país precisamos de duas coisas: primeiro, transformar o cinema gaúcho em produto e segundo, retirar o rótulo de “gaúcho” das obras produzidas aqui no Estado.

Assim, destacou que a individualidade do trabalho torna o nosso cinema menos competitivo no mercado interno e externo. O que nos fortalece são as parcerias setores e mercado. Esta é a nova política proposta pela atual diretoria: internacionalização dos processos do cinema gaúcho. Para isso, estão sendo feitas diversas ações e parcerias com as entidades do setor (Fundacine, APL do Audiovisual, APTC-RS e SIAV-RS) com o objetivo é unir as empresas produtoras e suas obras, de forma que possamos alcançar novos horizontes para comercialização e produção dos nossos conteúdos.

De forma a fortalecer estas políticas estão sendo formadas parcerias com canais de televisão da América Latina para possíveis licenças de conteúdos audiovisuais gaúchos. E como existe planos de trabalhar conectado as novas mídias, há previsão de criação de um canal no Youtube para exibição de conteúdo exclusivamente produzido nestas terras. “O que queremos é que os filmes não fiquem mais nas gavetas dos produtores”, enfatizou o diretor do IECINE. Esta estratégia visa aproximar as produtoras de distribuidores de conteúdos internacionais e encontrar novas formas de financiamento e difusão de conteúdos. “Nós crescemos como realizadores, quando o nosso filme chega ao maior público possível”, lembrou Juan.

O caminho parece promissor, talvez um pouco tardio, mas sempre válido. Acreditamos nestes novos caminhos! O importante é continuar a fortalecer a criação de uma marca que identifique o que é daqui sem rótulo, mostrando a todo país e fora dele também, que somos contadores de histórias universais, tanto quanto qualquer outro.

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