ENCONTROS AUDIOVISUAIS

SeminarioFSA

Era 26 de março de 2014.

O ponto de encontro? O auditório do BRDE. Era para ali que diversos realizadores e produtoras se dirigiam em uma tarde de quarta-feira. Todos com um objetivo em comum: o encontro dos profissionais do audiovisual gaúcho com os representantes da ANCINE, que estavam ali para mais uma rodada do Seminário sobre o Fundo Setorial do Audiovisual.

Ao iniciar a sua palestra sobre Panorama do Mercado Audiovisual Brasileiro, a diretora da ANCINE, Rosana Alcântara ressaltou que este era o 11º encontro que ela e seus companheiros Marcos Tavolari e Paulo Alcoforado faziam com a comunidade audiovisual de todo país. O objetivo destes encontros era alinhar o mercado e todos os profissionais envolvidos no fazer cinematográfico.

Para isso, eles tinham uma missão: esclarecer as novas linhas de atuação do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Porém, antes que seus colegas saciassem as curiosidades dos realizadores ali presentes, a diretora lembrou que os resultados de 2013 apresentaram o maior público total desde a retomada, pois foram 127 filmes lançados e 10 obras com mais de 1 milhão de espectadores.

Porém, “o mercado não se faz apenas de blockbusters”, lembrou Rosana. Segundo ela, a importância de novas distribuidoras nacionais fez com que 24 obras com mais de 100 mil espectadores pudessem chegar as telas. Isso se caracterizada por um aumento da representatividade destas distribuidoras, resultado das políticas da ANCINE para o setor.

E um dos grandes responsáveis por isso é o FSA, porque ele retomou a capacidade de investimento público no setor audiovisual. Dizemos setor, porque o fundo possui diversas linhas de ação que atuam tanto para cinema como para televisão. Aliado a isso, a diretora da ANCINE lembrou que a aprovação da lei 12.485/11 transformou a demanda potencial em demanda real. Seus resultados podem ser vistos em mais de 5 mil produtoras cadastradas pela agência, sendo 311 somente em Porto Alegre – RS. Os licenciamentos de conteúdos, também, tiveram um aumento de quase 400% se comparados com o ano anterior, sendo emitidos 809 em 2012 e 3.205 em 2013.

O objetivo final da ANCINE é que o país esteja entre os cinco principais mercados mundiais no consumo de conteúdos audiovisuais nos próximos anos. E visando esta meta, estão previstos novas linhas de atuações do FSA como as Regionalizações (lançadas na última linha, agora, no mês de abril); o Suporte automático e o Conteúdo para campo público de TV e pesquisa. Segundo Rosana, estes dados mostram o grande êxito do FSA, que desde 2008 já contemplou cerca de 400 projetos, sendo responsável por cerca de 70% da bilheteria de 2013.

Cabe a nós realizadores nos mexermos, aos órgãos representantes de classe pressionarem e aos governos pararem apenas de falar e começarem a agir. Assim, poderemos retomar o posto de 3º polo audiovisual do país e sonharmos com coisa melhor.

Fonte: livre compilação da palestra Panorama do Mercado Audiovisual Brasileiro, da diretora da ANCINE, Rosana Alcântara no Seminiário sobre o Fundo Setorial do Audiovisual, realizada em Porto Alegre.
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