ENCONTROS AUDIOVISUAIS

PainelEconomiaCriativa

Dia 28 de março de 2013. Quarta-feira.

Local: Espaço Convergência da Assembleia Legislativa do RS.

Na sala diversas personalidades do audiovisual gaúcho. A pauta: ECONOMIA CRIATIVA E O MERCADO AUDIOVISUAL. Na mesa, o diretor da Fundacine João Guilherme Barone mediava o debate entre o prof. Leandro Valiati (pesquisador de Economia da Cultura), Denise Viana (diretora de Economia da Cultura da SEDAC-RS) e Rodrigo Camargo (coordenador do Núcleo do Fundo Setorial do Audiovisual – NFSA – da ANCINE).

Cada convidado teve quinze minutos para trazer informações, dentro de sua área, sobre o tema em questão. O prof. Valiati demonstrou entusiasmo em relação ao lugar do cinema dentro da economia criativa. Segundo ele a tudo está ligada diretamente ao comércio internacional. Porém, devemos pensar no que é prioritário para o setor?

Foi a partir desta deixa que o relatório das ações culturais realizados pela SEDAC-RS se mostrou muito informativo. A diretora de Economia da Cultura da SEDAC-RS, mostrou alguns dados de ações que a secretaria realizou para o setor. Segundo o elatório foram desenvolvidos três segmentos: fomento a eventos e oficinas; o incentivo a produção para televisão, combinado com exibição do conteúdos na TVE (e aqui temos que fazer um parênteses: foi ótimo ver o nome da nossa produtora lá entre os selecionados do edital!) e a produção de filmes com o 12º Prêmio IECINE.

A proposta da SEDAC é mudar a visão dos produtores, pois entende que seu trabalho é produzir uma cadeia criativa. Este posicionamento é interessante, quando pensamos em um todo dentro do produto audiovisual. Ninguém quer que seu filme seja feito para ser guardado na prateleira. O objetivo sempre é desenvolver, produzir e exibir. Não adianta culparmos o setor de distribuição e achar que a digitalização das salas de exibição irá resolver todos os nossos problemas. Nós acreditamos, como o prof. Valiati colocou, que devemos americanizar os nossos projetos. Como fazer isso? Parece fácil falar, mas é difícil fazer. O que devemos pegar como exemplo dos nossos conterrâneos do norte do continente é a universalização das nossas histórias e, assim como eles fazem, colocar o nosso toque local, gerando como resultados produtos universais com identidades locais. O resultado pode ser um produto que dialogue mais facilmente com o grande público.

Por último, mas sendo o mais aguardado discurso da tarde, veio Rodrigo Camargo da ANCINE. Ele falou sobre como a ANCINE vem, por demanda da nova lei da TV Paga, pensando na reformulação do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Entre estas ações estão a busca de parceiros regionais para poder desenvolver atividades específicas para cada região do país; o fomento de ações de complementos de projetos de editais dos governos dos Estados e dos Municípios e a criação de cotas diferenciadas para cada região do país, de forma a mobilizar as televisões locais. Confessamos que o FSA ainda é um mistério, tanto para nós, quanto para a comunidade audiovisual como um todo. Como utilizá-lo parece ser a principal questão colocada pelos cineastas presentes no encontro.

Após muita discussão e  algumas acusações, o bom diálogo prevaleceu. Não que isso tenha gerado soluções aos problemas expostos, pois temos a impressão de que não  será fácil a busca por estas respostas. Seguimos procurando por elas nos próximos encontros audiovisuais.

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